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Autenticidade de imagem para seguradoras: da captura à decisão do sinistro

Onde a captura autenticada entra no processo que você já opera, o que ela entrega em contestação, e o que muda — e o que não muda — na integração.

O que a seguradora recebe hoje, e o que consegue provar depois

As fotos chegam por aplicativo, formulário, e-mail ou pelo laudo de uma empresa de vistoria. São o insumo da análise do ajustador e, cada vez mais, a entrada de um modelo que classifica o sinistro. Meses depois, numa contestação, a pergunta é outra: como demonstrar que a imagem avaliada é a que o segurado enviou, e que ela não mudou no caminho?

É esse o trecho que a captura autenticada cobre. Ela não substitui a análise; dá a ela um alicerce que hoje não existe.

Sinistro de automóvel: o fluxo

  1. O segurado — ou o regulador em campo — abre a câmera pelo SDK dentro do aplicativo que você já usa.
  2. Cada foto recebe, no momento da captura, um registro assinado: o cálculo sobre a imagem original, a localização apurada pelo aparelho, o horário com carimbo de tempo independente e a identificação do dispositivo. A assinatura é feita com o certificado ICP-Brasil da Provvi, depois de o servidor conferir que o aparelho é o que diz ser.
  3. As imagens seguem para o seu backend com o registro anexado ao próprio arquivo.
  4. Na entrada, uma verificação confirma se o registro é válido antes de a imagem ir para a análise.
  5. A decisão é registrada com referência às imagens conferidas.
  6. Em contestação, a cadeia é refeita do início: da captura à decisão.

O que muda na contestação

Sem o registro, a defesa depende de perícia sobre o arquivo pronto, que trabalha com indícios e devolve probabilidade. Com ele, a origem foi registrada quando ainda era verdade conhecida, e a conferência pode ser refeita por terceiro a qualquer momento — inclusive pela parte contrária.

Vistoria prévia, na subscrição

A vistoria prévia é um ponto de risco na entrada da apólice: o proponente pode apresentar imagens de um veículo em melhor estado do que o real, ou omitir avarias que elevariam o prêmio ou excluiriam cobertura. Com captura autenticada, a seguradora passa a ter o estado documentado do bem no momento da contratação. Na hora do sinistro, a comparação entre o que foi registrado então e o que se alega agora é objetiva, em vez de disputa sobre a condição original.

“Já temos antifraude por IA. Por que isso não basta?”

Porque as duas coisas respondem perguntas diferentes, e a fraude que mais custa escapa de uma delas.

O que você já temO que ele responde bemO que escapa
Análise de conteúdo e de padrãoEdição digital, inconsistência visual, redes organizadas que repetem comportamentoA imagem real, tecnicamente íntegra, apresentada no contexto errado
Verificação de proveniênciaDe onde o arquivo veio e se mudou desde a capturaO que a imagem significa — isso continua sendo leitura do analista

São dois vetores independentes. Uma fraude que engane o modelo de conteúdo ainda precisa apresentar um registro de origem válido; e uma imagem sem registro vira sinal de atenção por si só, sem depender do que o modelo achou dela.

O que um atacante precisaria comprometer

Vale precisar isso, porque a formulação comum erra o alvo. Não basta ter acesso ao aparelho: a assinatura do manifesto é feita no servidor, com o certificado da Provvi. Forjar um registro exige comprometer essa assinatura e, além dela, o vínculo de um aparelho provisionado e não revogado, dentro da janela em que aquela sessão de captura é válida.

Laudo de terceiro: ECVs e a rede de vistoria

Parte das imagens que entram na decisão não é capturada por você: vem de empresas credenciadas de vistoria e de inspeções de parceiros. Aí a questão de origem pesa mais, porque o processo de captura está fora do seu controle. Quando a rede captura pelo mesmo mecanismo, o laudo chega com a origem já registrada, e os dados de terceiro passam a ter a mesma rastreabilidade dos capturados diretamente.

A norma que a ECV já responde

A Resolução CONTRAN nº 941/2022, em vigor desde março de 2022, trata do registro eletrônico das vistorias e prevê sanções que alcançam a manipulação de arquivos do sistema de imagens. Para a ECV, o registro de origem deixa de ser diferencial comercial e passa a conversar diretamente com a norma que ela já cumpre.

Como integra

É adição de camada. O SDK entra no ponto de captura — o aplicativo do segurado, o app de vistoria, a ferramenta do regulador — e o registro viaja junto com o arquivo para os sistemas que já existem.

O que não muda: não é preciso substituir o sistema de sinistros, o CRM nem o modelo de análise.
O que muda: é preciso um ponto de verificação na entrada — o momento em que o seu sistema confere o registro antes de encaminhar a imagem à análise. Sem esse ponto, a imagem continua chegando com o registro anexado e ninguém o lê.

O que é conferido e o que é declarado

Dentro do mesmo registro convivem duas naturezas de informação, e saber qual é qual é o que permite ao laudo afirmar com a força certa em cada ponto.

Quem afirmaO quê
Conferido pelo servidorQue o aparelho é o que diz ser e que a captura veio de um aplicativo íntegro
Declarado pelo aparelhoLocalização, horário informado, identificação da sessão e os campos preenchidos pela operação

As duas partes viajam sob a mesma assinatura. Um parecer que trate tudo como conferido por terceiro fica frágil no primeiro questionamento; um que distinga as duas se sustenta. É por isso que entregamos a distinção explícita, em vez de deixá-la implícita — detalhada no artigo sobre o que o manifesto prova.

Efeitos na operação

OndeO que muda
TriagemSinistro sem captura autenticada vai para revisão manual; a análise se concentra onde não há registro de origem
InvestigaçãoA verificação responde em segundos se a foto veio de captura autenticada e se mudou depois
ContestaçãoA cadeia é documentada desde a captura, e a conferência pode ser refeita por terceiro
PrecificaçãoExigir captura autenticada como condição de cobertura cria incentivo para o segurado colaborar

O detalhamento das modalidades de fraude que isso endereça está em fraude de imagem em seguros.

Perguntas que o comitê faz

Se a Provvi sair do ar, as fotos já capturadas continuam verificáveis?

Sim. O registro fica dentro do próprio arquivo, junto com a cadeia de certificados e o carimbo de tempo. A conferência é feita por qualquer ferramenta compatível com o padrão, sem passar por nós.

A imagem passa pelos servidores de vocês?

Depende do caminho. Na captura pelo aplicativo, não: o aparelho envia o cálculo sobre a imagem e recebe a assinatura de volta — a foto em si não trafega para ser assinada. Na captura pelo navegador, sim: ali a assinatura é feita no servidor, depois do envio.

A guarda também é escolha sua, por contrato: o registro é sempre armazenado; a imagem pode ser sempre, nunca, ou caso a caso.

Se o aparelho do vistoriador for roubado, o que um terceiro consegue fazer?

A chave daquele aparelho fica em área protegida do hardware e não pode ser extraída dele. O certificado do dispositivo vale sete dias, e a renovação é automática: o aplicativo cuida disso em segundo plano e também na hora da captura, se estiver perto de vencer, sem que o vistoriador precise fazer nada. A cada renovação, uma chave nova é gerada.

O prazo curto é, ele próprio, a contenção — um aparelho que saia de circulação deixa de conseguir capturar em no máximo uma semana, sozinho. Quando o caso exige corte imediato, o dispositivo é revogado, e a partir daí as capturas vindas dele são recusadas no servidor.

Quem, dentro da seguradora, consegue conferir sem depender de vocês?

Qualquer pessoa com uma ferramenta compatível com o padrão — há opções abertas e gratuitas, inclusive de linha de comando, usadas pela própria indústria.

E as fotos que já temos, capturadas sem autenticação?

Continuam como estão. Não há como registrar depois uma origem que não foi registrada no momento da captura — e desconfie de quem disser o contrário. O ganho começa na próxima captura.

Precisamos exigir de toda a rede de uma vez?

Não. A habilitação é por operador e por carteira, o que permite começar por uma linha de negócio ou por um grupo de parceiros e ampliar depois.

Qual o esforço da primeira integração?

Duas frentes: o SDK no ponto de captura e o ponto de verificação na entrada. A primeira é trabalho no aplicativo que já existe; a segunda é uma chamada antes de a imagem seguir para a análise. Não há troca de sistema envolvida. O dimensionamento depende de como a sua captura funciona hoje, e é o que olhamos na primeira conversa.

Fale com a equipe

Podemos partir de um caso real da sua operação e mostrar o registro de uma captura ponta a ponta, com o que é conferido e o que é declarado.

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